“Deixei meu sapatinho na janela do quintal
Papai Noel deixou meu presente de Natal
Como é que Papai Noel não se esquece de ninguém?
Seja rico ou seja pobre o velhinho sempre vem…”

Minha mãe cantava essa música de natal quando eu era pequena. Seria muito bom se ela fosse verdade, afinal natal é época de saudar o menino Jesus, ações positivas, confraternizações, presentes, comida boa… Por falar nisso, você já pensou na sua ceia de natal? Vamos falar sobres os cinco alimentos mais tradicionais dessa data! Tenho certeza que pelo menos um deles estará presente nessa noite!

Peru

Esta tradição veio dos Estados Unidos, desde 1621, onde a ave era comum na região, criada pelos índios norte-americanos e consumida no dia de ações de graças por ser símbolo de abundância e fartura. No Brasil é apreciada desde a época colonial, considerada uma ave nobre.

É uma carne macia, magra e fonte de proteínas.

Peru

Bacalhau

Os vikings foram os pioneiros a pescarem o bacalhau, no século IX, e como não  havia o sal, o peixe era seco ao sol até ficar duro e assim resistia às viagens. Aperfeiçoado pelos portugueses e espanhóis para as grandes navegações, sua conserva começou a ser feita pela salmoura, como é feito até hoje. Veio  para o Brasil na época do descobrimento, fazia parte do consumo habitual de todas as classes socias, porém, após a Segunda Guerra Mundial, com a escassez de alimentos na Europa, tornou-se caro e presente apenas em festas, principalmente as cristãs, como Natal e Páscoa. Estas ocasiões pediam jejum e o peixe eleito era o bacalhau. Hoje o jejum não é mais tão comum, mas a tradição do bacalhau com couve, batatas e um bom azeite persiste. (Ainda bem!)

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Peixe de águas frias, de fácil digestão, rico em proteínas, vitaminas A, E e do complexo B, possui ômega 3 e também riquíssimo em sódio pela sua forma de conservação. No preparo, o remolho para dessalgue é muito importante, trocando a água a cada 3 horas e sempre dentro da geladeira!

bacalhau

Frutas secas e oleaginosas

Esses alimentos se popularizaram na Roma antiga onde cada um tinha um significado diferente: as avelãs, por exemplo,  evitavam a fome, as nozes traziam prosperidade e abundância e as amêndoas protegiam os homens contra o efeito das bebidas. O conto do Quebra-Nozes também os popularizou nessa época.

Oleaginosas são: nozes, castanhas, amêndoas, pistaches e avelãs. Chamadas dessa maneira por conterem na sua composição principalmente óleos e gorduras, ricas em ômegas 3, 6 e 9 são importantes protetores cardiovasculares e atuam também no sistema imunológico, fontes de selênio, magnésio, fósforo e fibras. Mas cuidado, devem ser consumidas em pequenas quantidades, pois são bastante calóricas!

Frutas secas: uva passa, ameixa, tâmara, damasco e figo. Também conhecidas como frutas desidratadas, são riquíssimas fontes de fibras, por isso trazem maior sensação de saciedade e auxiliam no bom funcionamento do intestino. Possuem ainda vitaminas A, D, complexo B e minerais como cálcio, selênio, potássio e magnésio.

São usadas na ceia de natal em preparações que vão desde a entrada até a sobremesa! Uma salada com lascas de amêndoas, uva passa no arroz, sobremesa com nozes e damascos, entre outras.

Oleaginosas

Oleaginosas

Frutas Secas

Frutas Secas

Frutas da época

A mesa enfeitada com uma bela e farta cesta de frutas é típica no natal. Ameixa, pêssego, cereja, abacaxi, lichia e uva podem compor essa cesta. Também de tradição Romana, banhavam as frutas em ouro na noite do “solstício de inverno” a mais longa noite do ano que acontecia no mês de dezembro.

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Frutas maduras e suculentas, fontes de vitaminas, minerais e fibras. Podem ser consumidas não apenas como sobremesa, mas também acompanham o prato principal, como a carne de porco com abacaxi, tender com ameixas e peru com cerejas.

cesta de frutas

Panetone

Esse típico pãozinho doce não poderia faltar na minha lista!

Existem diversas teorias sobre como surgiu o panetone, escolhi contar a que eu mais gostei:

A história se passa em Milão, na Itália, na época da Idade Média. Um jovem nobre se apaixonou por uma plebeia, filha de um padeiro. O pai da moça não aceitava o namoro, e o rapaz, para se aproximar da jovem e mostrar a seu pai que era uma pessoa de bem, disfarçou-se de padeiro e foi trabalhar em sua padaria como auxiliar. Resolveu criar um pão diferente, doce, misturando frutas cristalizadas. O pão ficou conhecido por ser muito gostoso e por sua forma diferenciada, copiando a cúpula de uma igreja. O pão fez muito sucesso e o jovem passou a divulgá-lo como uma invenção do Sr. Toni, o pai da moça, ficando conhecido como Pão do Toni, que em italiano é dito pane del Toni, passando a panetone. O final dessa história ninguém contou, mas espero que os esforços do moço tenham valido a pena!

Panettone

A nossa ceia é resultado de influências do mundo inteiro! Cada parte do mundo contribui para a nossa cultura. Mesa farta em diversos nutrientes, sabores, aromas e histórias!

Feliz Natal a todos que acompanham o Nem Demais Nem De Menos!!

Beijos ;**