O açúcar refinado anda bem mal falado nos dias de hoje. Ele é extraído da cana de açúcar e através de processos industriais são retirados todos os nutrientes sobrando só esse pozinho branco que conhecemos. Por isso, ele é rapidamente absorvido pelo organismo aumentando os níveis de glicose e trazendo calorias. Já o adoçante, também chamado de edulcorante, pode ser artificial ou natural e confere o sabor doce, na maioria das vezes maior que o do açúcar, trazendo pouca ou zero calorias e não interfere no metabolismo da glicose.

Mas quem deve consumir adoçantes?

O seu consumo aumentou nas últimas décadas com o aumento dos casos de diabetes e obesidade, indicado nesses casos. Pessoas que querem tirar o açúcar da dieta também podem consumir o adoçante, assim como quem quer perder uns quilinhos.

E qual adoçante escolher? São tantas opções!

Existe uma infinidade de edulcorantes no mercado, irei listar os mais consumidos:

Artificiais

  • Aspartame: muito utilizado na indústria em produtos diet/zero como refris e iogurtes. Tem seu poder de adoçar perdido pelo calor, por isso não pode ser usado em preparações quentes. Possui fenilalanina.
  • Sacarina sódica e ciclamato de sódio: podem ser usados em preparações que levem ao forno e fogão por manterem seu potencial adoçante mesmo em altas temperaturas. A sacarina possui sabor residual amargo, por isso está sempre associada a outro edulcorante que ameniza esse sabor.
  • Acessulfame de potássio ou acessulfame K: também estável em altas temperaturas, sem sabor residual, sendo bastante utilizado na indústria.

Naturais

  • Esteviosídeo ou Stévia : extraído das folhas da planta Stevia reubadiana bertoni, é um edulcorante natural, atóxico, com zero caloria, porém que possui sabor amargo residual bem acentuado.
  • Sucralose: provinda da molécula da sacarose (açúcar), pode ser usada em preparações quentes de forno e fogão, atóxica, sem sabor residual.
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Café adoçante

Em situações especiais

Na gestação

Alguns tipos e adoçantes devem ser restritos ou consumidos em pequenas quantidades na gestação:

  • A sacarina não deve ser usada por ser permeável à placenta, associada a tumores malignos e a afetar o crescimento fetal.
  • O ciclamato tem relação com a redução da fertilidade e menor ganho de peso do feto.
  • O aspartame possui uma substância chamada fenilalanina na sua composição que pode causar danos neurológicos ao bebê. Deve ser consumido em pequena quantidade, apesar de seu risco ser observado apenas em quantidades absurdas como a ingestão de uma lata de refrigerante dietético a cada 8 minutos, o que é impossível. Lembrando que pessoas, gestantes ou não, fenilcetonúricas não devem consumir esta substância.

Hipertensos

Evitem a sacarina sódica e o ciclamato de sódio, por conterem sódio em sua composição levando ao aumento da pressão.

Doenças Renais

Na doença renal, muitas vezes, o potássio deve ser consumido com moderação e o acessulfame K possui este nutriente na sua composição podendo dificultar o tratamento da doença, devendo assim, ser evitado.

Crianças

O adoçante até hoje liberado seguramente para o consumo infantil é o de sucralose, o qual não mostrou efeitos no crescimento e desenvolvimento, aparecimento de câncer e tumores.

Intolerantes à lactose

O adoçante em pó possui traço de lactose na sua composição para atingir essas consistência, se você é extremamente sensível, prefira as versões líquidas.

Lembrando que em todo caso o adoçante deve ser consumido com moderação para evitar as superdosagens, o que é bem difícil acontecer, mas faça o rodízio dos diversos tipos.

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Beijos ;**