A rotina dos jovens universitários brasileiros não é fácil. A junção de trabalho, estudos e vida social culminam geralmente em uma má alimentação. A falta de tempo e grana que eles enfrentam deixa aquele papo de cinco refeições por dia pra lá. Mayara Campos, 20, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, conta como a sua alimentação mudou desde que resolveu estudar design: “Ah, é difícil, porque na minha faculdade só tem coisa cara e gordurosa, e o que é mais natural, por exemplo lanches naturais, são dez reais, o que é bem mais caro que os salgados gordurosos. Então eu nunca comprei esses lanches naturais. Quando estou com fome como esses salgados. Mas em geral, como bem mal e bastante porcaria.” A estudante conta também que há outros locais fora da universidade em que o preço é mais em conta e há variedade de alimentação saudável, contudo, é fora do campus.

Os famosos bandejões

As universidades públicas costumam ter um restaurante chamado pelos alunos como o famoso “bandejão”. São locais que oferecem alimentação completa, como café da manhã, almoço e janta por preços simbólicos, que variam de R$1,50 até R$3,75, de acordo com a universidade. Arroz, feijão, carne, saladas, legumes, suco e sobremesa costumam encher os pratos dos estudantes dessas universidades. “As cantinas, em geral, seguem o mesmo estilo de comida gordurosa. O mais barato é fritura e o mais saudável é caro. O bandejão salva muito nessas horas”, comenta Tânia Darc, 25,  estudante de Letras da Universidade de São Paulo.

O álcool

As bebidas alcoólicas costumam ficar mais rotineiras nessa fase da vida. Os bares em torno das faculdades são comuns, e a substituição de álcool por uma refeição ou como acompanhamento é rotineiro. As festas, bares e lanchonetes em volta das universidades e a pressão da grande carga horária, muitas vezes é suprida pelo álcool. Jeniffer Noronha, 20, estudante de Jornalismo, relata: “Eu nunca gostei de beber, e quando tive meu primeiro porre foi para comemorar que entrei na faculdade, depois se acostuma e vira rotina tomar uma breja com as amigas na sexta-feira.”

álcool

Alimentos gordurosos

Nas grandes universidades particulares as opções são maiores e a variedade de restaurantes e locais para se alimentar também. Os preços vão muito de acordo com a região e o status financeiro dos alunos. Nalim Morais, 20, estudante de Desenho Industrial da Universidade São Judas, fala sobre a sua rotina alimentar: “Lá na faculdade tem mais variedade. Tem comida japonesa, tem um lugar com prato feito, mas a maioria é salgado e tudo bem gorduroso. Mas por exemplo, tudo é muito caro, então a maioria come esfiha, que é o que tem de mais barato, porém gorduroso. Também ganhei bastante peso desde que iniciei na graduação.”

Ficar o dia inteiro fora de casa, não fazer nenhuma alimentação com todos os itens e temperos  que você sabe que são benéficos para saúde e a correria do dia a dia, faz com que os estudantes da metrópole deixem de lado a busca pela alimentação saudável. Não há como fugir da correria nessa fase, mas é possível dedicar-se mais à alimentação.

batata frita

Como mudar

A nutricionista Leticia Vitoriano dá dicas sobre como melhorar a alimentação: “O que pode ser feito para se alimentar melhor é carregar a famosa “marmitinha”, não só de arroz, feijão, carne e salada, mas também de frutas. Trocar os lanches gordurosos da faculdade por uma maçã e banana pode ser uma boa opção. Também ter na mochila biscoitos integrais e sucos industrializados sem adição de açúcar matam aquela fome do intervalo. As gorduras deixam a digestão lenta interferindo no desempenho intelectual, isso sem comentar as bebidas alcoólicas.”

Esse foi o meu primeiro post! O primeiro de muitos!

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Beijos